sábado, 28 de maio de 2011

Habemos avó em recuperação


Após uma substituição da válvula aórtica e dois bay-passes na mesma cirurgia, habemos avó em recuperação. Saiu hoje dos cuidados intensivos para os cuidados intermédios e enquanto a tensão arterial não estabilizar não sairá de lá. Ver um familiar nos cuidados intensivos é aterrador... como já passei por isso, sou reincidente, pensei que seria mais fácil. Mas não é. É aterrador e traz-me lembranças que não faço questão de recuperar. Sei que são estes momentos que nos fazem crescer e que sairei uma pessoa mais forte, mas ontem enquanto ouvia a minha tia, filha da minha avó, a dizer que não sabia se teria coragem de ir ver a mãe aos cuidados intensivos, é que me apercebi o quanto a minha mãe, irmã da minha tia, é forte. Viveu dias terríveis com o marido à beira da morte, e mesmo assim é ela que passa os dias no hospital, foi ela que acompanhou sempre a mãe durante a preparação da cirurgia e é sempre ela que está com o pensamento positivo e acredita, no seu íntimo, que vai correr tudo bem. Quem me dera ser metade da Senhora que a minha mãe é. Apercebi-me, também, da sorte (ou não...) da minha tia... com os seus 40 e tal anos parecia uma criança com medo de enfrentar a realidade... daí saber que são as adversidades que nos tornam pessoas mais fortes e nos preparam para este mundo por vezes cruel.

No mínimo estranho...digo eu

Então não é que ontem a notícia de primeira página do Jornal de Notícias era que Fábio Coentrão, nascido e criado em Caxinas, Vila do Conde, havia sido "convidado" por José Sócrates para integrar a campanha eleitoral no seu Primeiro Ministro em função, que iria ocorrer hoje na terra natal do jogador. A notícia referia-se concretamente à recusa de Fábio Coentrão. Eu que sou de Vila do Conde, sei que as Caxinas são completamente "dependentes" no Presidente da Câmara, socialista, Eng. Mário Almeida, admirei a atitude do jogador. Pensei eu que afinal tinha algum juízo. Não é que os senhores jornalistas do JN estavam enganados! Qual não é a minha surpresa ao ver no telejornal de hoje José Sócrates nas Caxinas, muita gente (como seria de esperar!), e imediatamente ao seu lado quem estava? Fábio Coentrão. A mim parece-me no mínimo estranho. Cá para mim, simples mortal, o menino "d'ouro" do Benfica foi "convidado" obrigado pelo excelentíssimo Presidente da Câmara a estar presente. É que o que vocês não sabem é que o Fabinho acabou de adquirir um dos cafés mais bem situados e frequentados de Vila do Conde, espaço esse que pertencia à Câmara Municipal. Cá para mim o Fabinho foi pagar o favorzinho de ter adquirido tão bem localizado local. Mas isso sou só eu a supor... 

*Só é pena as pessoas não meditarem sobre estas coisas.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Por cá estamos bem


Nada como uns diazinhos nos "Algarves" com o M. para parecer que tudo está normal e dar ânimo para esta nova fase que se avizinha. O que me chateia mais é viver nesta incerteza. Até agora pensava que ia mesmo ficar desempregada, mas parece que existe alguém interessado em ficar com a loja e em manter os funcionários... Nos dias que correm, embora não seja o melhor emprego do mundo e o que quero fazer o resto da vida, não me passo dar ao luxo de ficar desempregada por isso é uma boa perspectiva. De qualquer maneira neste momento estou de férias por tempo indeterminado... Xiça não pensei que fosse tão mau viver na incerteza. Tenho que aprender a viver um dia de cada vez e estar preparada para tudo. Já vos disse que está um tempo do caraças aqui no Algarve?! E que é óptimo passar uns dias só com o M.? Ele fica fofinho, fofinho e eu gosto ainda mais dele.

*Quero ficar aqui, no mínimo, até ao Natal!

sábado, 21 de maio de 2011

Last day

Hoje estou no meu último dia de trabalho. Quem me dera conseguir definir tudo que me passa pela cabeça neste momento... Estou nostalgica. É inevitável... foram quase 4 anos nesta vida. Primeiro e único emprego até à data. Não posso dizer que foi um mar de rosas mas nem tudo foi mau. A parte pior foi mesmo o horário que nos tira qualidade de vida e nos impede de viver muitas coisas. Sabem aquela sensação boa que se sente à sexta-feira? Eu não sei. A sexta era terrível porque ou sabado ou domingo ia passar 13 horas enfiada no shopping sem ver a luz do dia. O fato de me livrar deste horário deixa-me... alíviada. Ou seja vejo isto, o desemprego, como uma oportunidade de fazer algo que me deixe realmente feliz. Mas também estou ansiosa, muito ansiosa. Vou agora de férias, mas a loja só fecha dia 31... e ainda existe a possíbilidade de ser passada a alguém. E eu gosto muito pouco de incertezas. No fundo acho que hoje estou como o tempo... cinzento. Vou aguardar que passem as 12h que faltam para esta fase da minha vida terminar e esperar que o velho ditado esteja certo "sempre que se fecha uma porta abre-se uma janela".

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ufa não é nada fácil

Dizer aos meus amigos, que são uns queridos, que vou ficar desempregada. A cara deles de preocupação parte-me o coração. E deixa-me preocupada, abala o meu otimismo. E quando lhes falo na loucura que estou a pensar fazer? Ficam recetivos, incentivam, mas no fundo devem pensar "És tão maluquinha Cat! É o teu fim."

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vai uma ajudinha sim?


A Cat aqui e o seu querido M. têm uma batizado no próximo dia 29, alguém me pode sugerir possíveis prendas para dar à linda Matilde bebé? Não me lembro de ir a nenhum batizado nos ultimos anos... E eu e bebés, bebés e eu, não sou lá muito entendida nessas matérias... Já agora tem 10 meses a bebé se isso ajudar em alguma coisa :)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

E logo quem ganha?


Porto ou Braga? Eu quero que ganhe o Porto, mas se ganhar o Braga fico contente também. É português, tem um orçamento muito mais reduzido que o Porto, logo tem mais mérito e afinal de contas é o clube da cidade onde vivi 4 anos.

Só é pena não poder ver o jogo :(

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Não somos nada nesta vida

A cunhada da minha quase ex-patroa à 1 mês atrás soube que tinha cancro... ontem faleceu. Isto é a inevitabilidade da vida no seu melhor. Temos que levar a máxima do Carpe Diem como lema da vida pois não vale a pena fazer grandes planos nem grandes dramas simplesmente porque não vale a pena... 

Esta situação é péssima agora que a loja vai fechar no final deste mês. E é péssima porque tive que alterar o horário e só vou estar com o M. na próxima sexta. Não é justo... Sábado não o vi, ontem jantei com ele, e agora só sexta. Eu bem digo que isto não era vida. Não era vida para mim.

2 meses depois

Já está bem adiantado a meu apartamento.... A previsão é que mais 1 mês e podemos mudar-nos para lá. Nós gostávamos de festejar o São João lá... espero que seja possível. A casa de banho está praticamente pronta, só falta colocar as louças, mas já estão lá prontas para serem colocadas... Basicamente falta a parte do carpinteiro ser colocada no sítio, sim porque uma grande parte da obra é do carpinteiro, uma vez que o hall de entrada, que é bem generoso, será em lacado de branco.... A cozinha é que me está a deixar curiosa porque tirando os renderes do projecto, ainda não vi nada dela... quando estiver pronto coloco umas fotos do antes e do depois e vão poder ver a grande transformação. Está irreconhecível... Posso dizer que tirando um pormenor ou outro, o saldo está  ser bastante positivo.

sábado, 14 de maio de 2011

A evolução da mentalidade...


Se o fenómeno ocorrido em Fátima ontem tivesse ocorrido há 100 anos atrás seria tratado e explicado como se de um milagre se tratasse. Hoje, em 2011 e em plena crise económica, ninguém tem dúvida que se trata de um fenómeno perfeitamente explicável pela ciência, e não dá sequer importância a esse acontecimento. A minha observação é a seguinte (é a observação de uma pessoa que nem sequer está muito dentro dos factos): em 1917 não terá acontecido algo do género?! Sejamos honestos, nessa altura não havia a informação que há hoje. As pessoas tinham necessidade de ter as suas crenças e viviam em torno delas. Quanto menos soubessem melhor. Se eram mais felizes assim ou não, não sei. Julgo que não, mas que era mais simples a vida naquela altura era. Mas isto sou só eu a pensar com os meus botões, cada um tem a sua fé e longe de mim colocá-la em causa, mas aquelas histórias todas do milagre do sol, da aparição de Nossa Senhora estão tão mal contadas...